sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016


Melanoma: entenda este tipo de câncer e como prevenir

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O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima para 2016, 181 mil novos casos de câncer de pele no Brasil, sendo 83,8 mil em homens e 97,5 mil em mulheres.O melanoma é o tipo mais agressivo da doença, podendo se espalhar pelos nódulos linfáticos e órgãos distantes. Se por um lado representa apenas 5% dos casos de câncer de pele, é o responsável pela quase totalidade das mortes desse tipo de neoplasia.
Para compreender o melanoma, é importante primeiro entender a anatomia da pele, maior órgão do corpo. A camada externa da pele, chamada epiderme, contém células que produzem a melanina, os melanócitos, responsáveis pela pigmentação da pele. Elevada exposição a raios ultravioleta (naturais ou artificiais), pele clara, histórico familiar, pele com muitas manchas e múltiplas alterações genéticas são associados com a transformação dos melanócitos em células do melanoma. Se detectado no início é curável e pode ser retirado por cirurgia. No entanto, em sua fase inicial, se assemelha com uma mancha normal, dificultando a suspeita pelo próprio paciente. Não raro, a doença só é descoberta em fase avançada, quando já comprometeu outros órgãos, como cérebro, pulmões, ossos ou fígado.
Entre as alterações genéticas associadas com o desenvolvimento e evolução do melanoma, o condutor mais predominante refere-se ao gene BRAF, encontrado em mais de 50% dos tumores – destes, aproximadamente 85% portam uma mutação V600E ou V600K. Mutações BRAF levam a uma ativação anormal na via MAPK, que é encarregada de controlar a proliferação das células. Como resultado, há um descontrole na multiplicação das células tumorais e na resistência à quimioterapia.

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